Terço da Gratidão

O Poder da Gratidão

A gratidão é um sentimento muito bonito, extremamente saboroso, mentalmente revigorante, emocionalmente energizador, socialmente harmônico e espiritualmente purificador. Por ver tantos benefícios e não encontrar um Terço da Gratidão que para mim fizesse sentido, ousei em fazê-lo e fundamentá-lo com a ciência, filosofia e, principalmente, com a Palavra de Deus.

Etimologicamente a palavra gratidão vem do latim gratia que significa “graça”, está associada a prazeres morais, bençãos divinas, coisas boas e agradáveis.

São Tomás de Aquino (2001), na Suma Teológica – questão 106, faz uma reflexão sobre a virtude da gratidão e, na questão 107, faz uma análise sobre o vício moral da ingratidão. O Santo Doutor da Igreja diz que “ora, Deus, sendo o princípio primeiro de todos os nossos bens, é a causa primária e principal de devermos. Causa secundária são os pais, princípio próprio da geração e da educação.” O sábio e santo é claro o suficiente ao explicar que a gratidão está relacionada à dívida que adquirimos por graças recebidas de outrem e nossa primeira e maior dívida é para com Deus e, em seguida, para com os nossos pais, por isso falamos “obrigado”, pois compreendemos a existência da obrigação moral de retribuir à graça recebida e isso me faz lembrar do nosso Senhor Jesus Cristo quando disse “porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir” (São Lucas, 12:48).

O dom da vida, que Deus nos deu através de nossos pais, é a maior graça que recebemos, pois é através dele que poderemos obter outras graças, inclusive a santidade e a salvação. Só que uma graça quando recebida sem o devido reconhecimento se transforma em ingratidão e, a partir daí, os frutos que poderiam ser doces, passam a ser amargos, já que a ingratidão é um pecado e seu maior perigo consiste no fato do seus praticantes não a reconhecerem em seus atos. A depender da sua natureza e magnitude, a ingratidão pode se um pecado mortal.

A gratidão envolve o ato de você reconhecer uma graça que recebestes de um benfeitor, dar o devido crédito e valor, honrar e, no tempo certo, retribuir de forma natural, voluntária e boa vontade a graça recebida, sem com isso perder a beleza da admiração por aquele que, em momento anterior, te fez um bem. Gratidão é algo fácil de fazer e simples de praticar e isso não diminui sua Beleza e grandiosidade, pelo contrário, o simples fato de ser grato, torna o indivíduo mais conectado com o Bem e, por isso,  mais méritos são conquistados em sua vida.

Um estudo realizado por uma equipe de pesquisadores (Prathik Kini, Joel Wong, Sydney McInnis, Nicole Gabana, Joshua W. Brown) na Universidade Indiana nos Estados Unidos evidenciou os benefícios que a gratidão gera ao cérebro humano. O experimento realizado ocorreu da seguinte forma: foram recrutados um total de 43 indivíduos que estavam entrando em psicoterapia para depressão e ansiedade. A terapia em grupo ocorria com uma sessão semanal, sendo que cerca de 22 destes indivíduos foram convidados a participar de sessões extras e exercício de gratidão. Nessas sessões extras, os participantes fizeram um exercício específico, o de escrever cartas de gratidão para um destinatário, sendo facultativo o seu envio.

Passados três meses, diz o estudo, “os participantes realizaram uma tarefa “Pay It Forward” no scanner de ressonância magnética. Na tarefa, os sujeitos foram repetidamente agraciados com um presente monetário e, em seguida, solicitados a transmiti-lo a uma causa beneficente, na medida em que se sentissem gratos pelo presente. Operacionalizar a gratidão como presentes monetários nos permitiu envolver os sujeitos e quantificar a expressão de gratidão para análises subsequentes.”

Com esse experimento, os pesquisadores conseguiram identificar a área cerebral responsável pela gratidão e medir a atividade cerebral dos participantes em decorrência desse estímulo. Uma das descobertas interessantes desse estudo foi que a área cerebral ativada pela gratidão não é a mesma área cerebral que é ativada por estímulos de empatia e a descoberta principal foi que os indivíduos que fizeram o exercício de escrever as cartas de gratidão desenvolveram uma maior habilidade comportamental e uma maior e mais duradoura sensibilidade neural em relação ao sentimento da gratidão. Em outras palavras, sentiam mais gratidão, de forma mais intensa e mudaram seu comportamento por conta desse nobre sentimento e isso favoreceu demasiadamente no seu tratamento. Ou seja, tiveram mais méritos só por terem sido gratos!

Esse estudo apenas revelou o que todos nós já sabíamos, que “não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.” (Filipenses, 4:6-7). Exercícios e práticas de gratidão ajudam o indivíduo a equilibrar-se mentalmente, emocionalmente e espiritualmente.

Por ser uma virtude, a gratidão é um comportamento e, por ser um sentimento, está inserido no campo das emoções. Esse sentimento e comportamento nos impulsiona para Bem, para a positividade, para o otimismo, para a fé e para Deus! Já reparou que quando um bem acontece em nossas vidas, seja uma graça ou um livramento, a primeira coisa que falamos é “graças a Deus”? Isso ocorre pelo reconhecimento, inconsciente, de que todo o Bem emana do Pai e dar graças é, justamente, reconhecer esse fato! E ao constatar esse fato, me fez lembrar de uma célebre frase do Gabriel Dante Rossetti apud G. K. Chesterton (2014, p. 58)  que diz “o pior momento para um ateu é quando ele está realmente grato e não tem a quem agradecer”. Realmente, dar “graças a Deus”, do fundo do coração, é um recurso extremamente poderoso para nossa mente, nossas emoções e nosso espírito e é um instrumento que os ateus não dispõem, tornando mais difícil sua jornada nesse mundo.

No campo emocional, é preciso desenvolver a sensibilidade necessária para colocar a gratidão no coração, de modo a amarmos quem nos fez o bem. Isso mesmo, podemos dizer que o ato de ser grato é o ato de amar nossos benfeitores e agir com a virtude da caridade. Já no campo da virtude, para desenvolver a virtude da gratidão é preciso desenvolver outras virtudes, de forma paralela, e trazê-las para a prática de dar graças, às graças recebidas.

 

O sentimento da gratidão

Costumo dizer que os sentimentos são consequência da junção das emoções com as crenças. As emoções são reações bioquímicas no cérebro, são reações orgânicas e naturais as quais o indivíduo não tem controle. Se você é submetido a um determinado estímulo, terá emoções, pois seu cérebro derramará uma determinada química em seu organismo e, juntamente com todo o sistema nervoso, funcionará de uma maneira específica. Toda essa carga emocional (e química) gera uma energia específica e tal energia é canalizada para nos apontar uma direção. É ai que surge o sentimento! Sentimento é direção! A depender das suas crenças, da sua cosmovisão pessoal, você direcionará essa energia para um lado ou para o outro. É bom registrar que o seu sistema de crenças pessoais é alimentado por uma cosmovisão geral, portanto, a cultura com a qual você alimenta a sua mente e usa na sua linguagem influencia sua personalidade, seus sentimentos e seu comportamento.

Quando vemos um bandido cometer um crime e é levado a julgamento, temos nesse evento um estímulo que desencadeia uma reação bioquímica em nosso cérebro. A depender das suas crenças, você pode canalizar essa energia para proteger a vítima ou defender o algoz. É a sua cosmovisão pessoal que dará direção a energia da emoção e fará você sentir algo e esse sentimento direcionará suas ações. Quando você sente, você age. E  assim funciona, também, a gratidão.

A pesquisa científica identificou qual região do cérebro é responsável por gerar as reações bioquímicas que nos levam a sentir gratidão, o que explica organicamente o que demonstrei acima. Como o sentimento é consequência de emoções atuando em nosso cérebro, quanto mais o exercitarmos e praticarmos, mais forte será a “musculatura” do nosso sistema nervoso que é ativada por tal sentimento. Quanto mais graças damos, mais gratidão sentimos.

Como uma causa pode produzir diversos efeitos, um evento específico pode desenvolver várias consequências, umas boas e outras ruins. Portanto, aprender a ser grato, mesmo em eventos que, a primeira vista, sejam negativos, nos ajuda a desenvolvermos a positividade necessária para encontrar a luz de uma vela em um mar de sombras; nos permite ver o lado bom das coisas e, em virtude disso, nos aproximar de Deus, “pois tudo o que Deus criou é bom e nada há de reprovável, quando se usa com ação de graças. Porque se torna santificado pela Palavra de Deus e pela oração.” (I Timóteo, 4:4-5).

Não a toa a Palavra de Deus diz, “sede perseverantes, sede vigilantes na oração, acompanhada de ações de graças” (Colossenses, 4:2), pois esse é um dos caminhos pelo qual o Criador nos indicou para trilharmos em sua direção: oração e gratidão. Quanto mais oramos e graças damos, mais próximos do Pai estamos. O sentimento de gratidão é o termômetro que vai indicar se estamos perto ou longe de Deus. Quanto mais “quente” e grato somos, mais perto de Deus estamos e quanto mais “frio” e ingratos somos, mais longe do Pai ficamos.

A virtude da gratidão

Para exercermos a verdadeira gratidão é preciso que tenhamos a virtude da honestidade, pois somente agindo dessa forma seremos capazes de reconhecer e dar o devido crédito ao bem que recebemos. Nem mais e nem menos. Como recebemos graças e dimensionamos corretamente o tamanho do seu valor, precisamos de imediato retribuir essa graça com nosso afeto agindo com a virtude da espontaneidade, gerando dessa forma uma ação positiva de reciprocidade. Como disse Séneca apud São Tomás de Aquino “quem recebe um benefício com prazer paga o primeiro termo da sua dívida”.

Agindo dessa forma, estamos dando um Reforço Positivo para a prática do bem e estimulando o outro a continuar nesse caminho e construindo méritos diante de Deus para que mais graças cheguem, tanto em nossas vidas quanto na vida dos nossos benfeitores. Nesse momento, estamos iniciando o exercício da virtude da honra, que terá seu ápice no momento em que retribuímos por completo, de forma plena e proporcionalmente semelhante, a benção recebida, de acordo com sua natureza e contexto, exercendo desse modo, também,  a virtude da justiça.

É preciso entender, como disse o São Tomás, “a ação de graças de quem as recebe é correlata às graças recebidas. Portanto, maiores graças exigem maiores agradecimentos da parte de quem as recebe.” Honrar nossos compromissos e pagar as nossas dívidas é sinal de justiça. Precisamos retribuir a graça de acordo com sua quantidade e qualidade, tendo o senso das proporções guiado com o uso da razão.

Ao saber que temos que honrar nossos benfeitores, retribuindo as graças que recebemos, naturalmente, surge a seguinte pergunta: quando é que devemos quitar essas dívidas? Mais uma vez, São Tomás de Aquino cita Sêneca, “devemos esperar o tempo oportuno de retribuir ao benfeitor […] quem quer pagar demasiado prontamente, deve contrariado; e quem deve contrariado é ingrato.” Em outras palavras, o sentimento de obrigação para pagar uma graça recebida transforma o ato em ingratidão e indica que, no final das contas, você não estava aberto a aceitar o presente como graça. Devemos nutrir o senso de honra e esperar que Deus nos indique, através do Espírito Santo ou do nosso Anjo da Guarda, a forma e o momento ideal para retribuir um bem com outro bem.

Por tudo isso, agradeça de imediato e constantemente as graças que obtém e faça da oração mais um instrumento para dar graças e trazer mais graças para a sua vida. Certamente, você perceberá que uma vida de graças derrama graças em outras vidas! Seja virtuoso e seja agradecido conforme nos orienta a Palavra de Deus, “vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.” (I Tessalonicenses, 5:16-18).

 

Para quê rezar o Terço da Gratidão?

“Louvai o Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia.” (Salmos 117:1). Dar graças a Deus é indispensável para – primeiro – honrar nossas dívidas passadas, já que toda a graça recebida vem do Pai e – segundo – para nos conectarmos com Ele (agora no presente e no futuro). Desse modo, fazemos com que nosso passado, presente e futuro estejam em sintonia com Aquele que é merecedor de toda a honra e toda a glória; Aquele que nos concede todo o Bem, nos proporciona o Belo e é a própria Verdade; Aquele que nos dá a graça e a misericórdia; Aquele que nos conduz a santidade e a salvação.

É preciso fortalecer, diariamente, nossa fé e nosso amor ao Pai e fazer como nos ensinou São Paulo “não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações” (Efésios, 1:16), dando graças não apenas por nossas vidas, mas pela vida daqueles que estão próximos a nós, cumprindo, dessa forma, o maior dos mandamentos “amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito (Dt 6,5). Esse é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas.” (São Mateus, 22:37-40). Dê graças e honre a Deus e o teu próximo!

Está feliz por alcançar seus objetivos e metas?

Teve as suas intenções atendidas pela oração?

Conseguiu superar alguma paixão ou pecado?

Obteve alguma graça ou livramento através da oração?

Aconteceu alguma graça ou livramento com você ou um dos seus?

Deseja mudar sua realidade de sofrimento, dor e negatividade?

Simplesmente, quer agradecer à Deus?

Então, o Terço da Gratidão é para você!

Se você praticar esse Terço da Gratidão, lembre-se de nos contar como foi sua Experiência de Fé e as graças recebidas! Que Deus te abençoe infinitamente!

 

Roteiro do Terço da Gratidão

Figura – 1: Estrutura do Terço da Gratidão

 

Você verá os 27 passos que compõe a estrutura do Terço da Gratidão, com as orações a serem recitadas em cada etapa e, em alguns casos, explicações necessárias para sua realização.

 

1 – Sinal da Cruz

Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

 

2 – Oração ao Divino Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, E renovareis a face da terra.

Oremos: Deus, que instruístes os corações dos Vossos Fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que Apreciemos retamente todas as coisas segundo o Mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém!

 

2.1 – Invocação dos Dons do Divino Espírito Santo

Após a oração ao Divino Espírito Santo, você pedirá ao mesmo que lhe conceda o dom necessário a lhe ajudar na manifestação da sua Intenção. A escolha do dom (ou dons) a ser solicitado ao Espírito Santo precisa ter uma base racional e coerência com a Intenção objeto de oração no Santo Rosário.

É preciso lembrar que nós já temos a graça de Deus em nossas vidas, porém nos afastamos desta através das nossas escolhas, então é possível que nossas ações diárias e nossas decisões façam com que trilhemos caminhos opostos a direção que o Pai deseja e, sendo assim, perdemos tal graça, não porque Deus não a nos concedeu, mas porque nos distanciamos demasiadamente para sermos incapazes de apanhá-la. “O Senhor está convosco assim como vós estais com ele. Se vós o procurais, ele se manifestará a vós, mas se vós o aban­do­nardes, ele vos abandonará.” (II Crônicas – 15: 2b).

Espírito Santo, concedei-me o Dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais aprecie as coisas divinas e, abrasado pelo fogo do Vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu a tudo o que é mundano, e me una para sempre a Cristo, sofrendo neste mundo por seu amor.

Espírito Santo, concedei-me o Dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, entenda bem as sublimes verdades da salvação e da doutrina da santa religião.

Espírito Santo, concedei-me o Dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais seja do Vosso agrado, siga em tudo a Vossa divina graça e saiba socorrer o meu próximo com bons conselhos.

Espírito Santo, concedei-me o Dom da Fortaleza, para que eu fuja do pecado, pratique a virtude com santo fervor e afronte com paciência, e mesmo com alegria de espírito, o desprezo, o prejuízo, as perseguições e a própria morte, antes de renegar por palavras e obras a Cristo.

Espírito Santo, concedei-me o Dom da Ciência, para que conheça cada vez mais a minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude e o valor inestimável da alma, e para que veja sempre claramente as ciladas do demônio, da carne, do mundo, a fim de as evitar.

Espírito Santo, concedei-me o Dom da Piedade, que tornará delicioso o meu trato e colóquio Convosco na oração e me fará amar a Deus com íntimo amor como a meu Pai, a Maria Santíssima e a todos os homens como meus irmãos, em Jesus Cristo.

Espírito Santo, concedei-me o Dom do Temor de Deus, para que eu me lembre sempre, com suma reverência e profundo respeito, a Vossa divina presença, trema como os próprios anjos diante da Vossa divina majestade e nada receie tanto como desagradar-Vos!

 

3 – Oferecimento do Terço

Divino Jesus, eu Vos ofereço este terço que vou rezar, rogando as bençãos de vossas mãos para que eu seja inspirado(a) pelo Espírito Santo a imitar seu magnífico exemplo de amor, de modo a desenvolver as virtudes necessárias para bem rezá-lo e tornar-me merecedor(a) da glória dos céus e da manifestação de milagres em minha vida.

 

4 – Faça sua Intenção

Jesus nos orientou a “orar sempre e não cessar de o fazer” (São Lucas, 18:1), seja essa oração direcionada para pedir forças diante das provações, conforme nos direciona o Salmo 55:23 “descarrega sobre o Senhor os teus cuidados, e ele te sustentará: não permitirá jamais que o justo vacile”, ou seja uma oração direcionada para alcançar uma graça específica, “pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo o que pede, recebe o que busca, encontra, e a quem bate, abrir-se-á” (São Mateus, 7:8-9) ou mesmo para interceder por alguém, como fez Jó ao interceder por seus amigos e o Senhor atendeu ao seu pedido (Jó, 42:8-9). A oração é o método mais poderoso para nos conectarmos com o Pai, o Nosso Salvador, e fazer milagres se manifestarem em nossas vidas.

A Intenção é o modo pelo qual você manifesta seu pedido ao Pai. É a expressão daquilo que você deseja, do fundo do seu coração, e que é racionalmente direcionado para Deus. Vale lembrar que a sua Intenção é o objetivo que você deseja manifestar com a graça de Deus na sua vida ou na vida por quem você ora. As mesmas regras para estabelecer um objetivo são aplicáveis para estabelecer uma Intenção.

 

4.1 – Por Cristo, com Cristo, em Cristo

Após manifestar a Deus seus pedidos, através da Intenção, é preciso dizer “seja feita a vossa vontade”, de modo a preenchermos do Amor e presença de Cristo os nossos desejos. É preciso afirmar que todos os nossos pensamentos, palavras e ações são para honrar e glorificar o Nosso Senhor Jesus Cristo e o seu Santo Evangelho.

Essa oração é um poderoso instrumento para exercermos a humildade e não nos desviarmos para o mundo, pois ela nos auxilia a recordarmos que Deus se fez homem para tirar o pecado do mundo e nos conceder a vida eterna. Ela é rezada em toda a missa, no momento em que Jesus Cristo se faz presente através da eucaristia… no momento em que Cristo se sacrifica, mais uma vez, para nos livrar do pecado, através da sua carne e do seu sangue. Tal oração é um poderoso recurso que nos auxilia a colocar o propósito da nossa Intenção em agradar a Sabedoria Encarnada e evitar os perigos da soberba. É uma forma de determinar que sua vida é dedicada a edificar a obra divina na terra e ser um instrumento de Cristo e no mundo.

Por Cristo, com Cristo, em Cristo; A vós Deus Pai todo-poderoso; Na unidade do Espírito Santo; Toda honra e toda glória; Agora e para sempre; Amém.

 

5 – Credo Apostólico

Creio em Deus-Pai Todo Poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai Todo Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

 

6 – Pai Nosso

Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome; venha a nós o Vosso Reino; seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

 

7 – Ave Maria (3x)

Ave Maria, cheia de graça; o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres  e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

 

8 – Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e para sempre. Amém.

 

PRIMEIRA DEZENA

9 – Contas Grandes – Pai Nosso + Ave Maria

 

10 – Jaculatória Contas Pequenas (10x)

Obrigado Deus Pai Todo-poderoso;

Obrigado Deus Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo;

Obrigado Divino Espírito Santo.

 

11 – Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e para sempre. Amém.

 

SEGUNDA DEZENA

12 – Contas Grandes – Pai Nosso + Ave Maria
 
13 – Jaculatória Contas Pequenas (10x)

Obrigado Deus Pai Todo-poderoso;

Obrigado Deus Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo;

Obrigado Divino Espírito Santo.

 

14 – Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e para sempre. Amém.

 

TERCEIRA DEZENA

15 – Contas Grandes – Pai Nosso + Ave Maria

 

16 – Jaculatória Contas Pequenas (10x)

Obrigado Deus Pai Todo-poderoso;

Obrigado Deus Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo;

Obrigado Divino Espírito Santo.

 

17 – Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e para sempre. Amém.

 

QUARTA DEZENA

18 – Contas Grandes – Pai Nosso + Ave Maria

 

19 – Jaculatória Contas Pequenas (10x)

Obrigado Deus Pai Todo-poderoso;

Obrigado Deus Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo;

Obrigado Divino Espírito Santo.

 

20 – Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e para sempre. Amém.

 

QUINTA DEZENA

21 – Contas Grandes – Pai Nosso + Ave Maria

 

22 – Jaculatória Contas Pequenas (10x)

Obrigado Deus Pai Todo-poderoso;

Obrigado Deus Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo;

Obrigado Divino Espírito Santo.

 

23 – Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e para sempre. Amém.

 

24 – Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria!

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

 

25 – Oração final

Colocando a mão direita sobre o peito, rezar a oração de São Francisco de Assis!

Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais…
Consolar que ser consolado;
Compreender que ser compreendido;
Amar que ser amado;
Pois, é dando que se recebe;
É perdoando que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Amém!

 

26 – Jaculatória: Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo

Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.

 

27 – Deus Vult

 

REFERÊNCIAS

AQUINO, São Tomás. Suma Teológica. 5ªed. São Paulo: Loyola, 2001.

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. 102ªed. São Paulo: Ave Maria, 1996.

CHESTERTON, Gilbert Keith. São Francisco de Assis. Campinas: Ecclesiae, 2014.

MONTFORT, São Luiz Maria Grignion de. O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário: Para se converter e se salvar. São Paulo: Ecclesiae, 2016.

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Gervazio Lopes

Gervazio Lopes

Escolheu Administração como profissão e Empreendedorismo como carreira. É um Caçador de Oportunidades, crossnetwork, empreendedor, palestrante, professor e voluntário. Se define como um conservador, católico, defensor da tradição e da liberdade e estimulador do protagonismo individual para fortalecimento das famílias, desenvolvimento de indivíduos e de sociedades.

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