Fuja da Matrix e viva a realidade!

Sobre o efeito da linguagem na mente humana

Uma das principais pressuposições da Programação Neurolinguística – PNL diz que “o mapa não é território”. O que isso quer dizer? Se colocarmos duas pessoas no topo do Elevador Lacerda, na cidade do Salvador/BA, e solicitar que ambas desenhem o mapa da Baía de Todos os Santos, certamente teremos mapas parecidos, mas diferentes. Aos olhos de um, o Forte São Marcelo terá uma representação maior, já aos olhos do outro, o Mercado Modelo terá uma conotação mais visível e, porque não, mais vibrante? Isso significa que um mapa é superior ao outro? Não… significa, simplesmente, que não vemos a realidade como ela é, vemos e interpretamos a realidade como nós somos, ou seja, por mais capacitados que sejamos, o nosso mapa de mundo não representa ele por completo e os outros sempre vão ter “pontos de vistas” a agregar ao nosso mapa, a nossa interpretação da realidade.

Diante disso, fica evidente que as nossas crenças funcionam como se fossem lentes de contato que nos permitem enxergar a realidade através de seus filtros. As crenças, definindo-as de forma simples, são interpretações linguísticas que fazemos da realidade, de modo que, ao serem estimuladas, ativam em nós emoções que despertam sentimentos e induzem a comportamentos que, por sua vez, nos direcionam a escolhas. Se o foco da lente é para corrigir a miopia, você deseja enxergar aquilo que está mais longe e isso passa a ser algo a entrar no radar da sua “percepção seletiva”, que dará mais atenção ao que está distante de ti, por outro lado, se o uso da lente visa resolver o problema da hipermetropia, sua percepção direcionasse a coisas mais próximas. O perto e o longe fazem parte do mesmo espaço da existência… fazem parte da mesma realidade e o foco que você dá a esta, tem relação com suas crenças, ou seja, as suas lentes… se você gosta mais de comércio, certamente o Mercado Modelo será mais atrativo no desenho do seu mapa, já se gosta mais do mar, o Forte São Marcelo terá um lugar especial nele. As crenças de um indivíduo são as variáveis mais poderosas na sua tomada de decisão!

A linguística entra, nesse contexto, como um instrumento de tradução da realidade, catalogando-a e classificando-a em conceitos, ideias e imagens, construindo crenças que são armazenadas em nosso cérebro, fazendo programações mentais através de registros neurais. Essa transformação da linguagem em crenças é um registro físico e químico que ocorre em nosso cérebro a qual é denominado de “registro neural”. Esse processo nos permite interpretar e interagir com a realidade, fazendo escolhas baseadas no que enxergamos (por isso as crenças são como lentes), fazendo com que experiências passadas gerem novas experiências, que, de forma contínua, estarão registrando mais e mais imagens em nosso cérebro – adicionando, alterando e ajustando nossas crenças – moldando a nossa capacidade e forma de enxergar o mundo e interagir com tal realidade… é isso o que foi denominado de PNL. Se as crenças são as lentes, a linguagem seria a representação das cores, formas e luz… seria a imagem do que conseguimos captar através das lentes.

Ao você olhar a realidade, você se conecta com a mesma através de toda simbologia que a linguagem é capaz de construir e transmitir, de modo a armazenar essas informações no cérebro, permitindo entendê-la e agir no mundo a partir disso. De nada adianta você colocar uma lente de contato se a realidade estiver na mais completa e absoluta escuridão. Você não verá nada! Seguindo esse entendimento e reflexão, percebemos que a linguagem tem valor fundamental na construção da cognição humana e o desenvolvimento da inteligência… a nossa lente de contato (crenças) nos permite ver, entender e interagir com o mundo, já a linguagem é o instrumento que nosso cérebro utiliza para construção e registro dos conceitos catalogados que descrevem a realidade, formando mais e mais crenças, gerando mais e mais experiências, ampliando a nossa inteligência. Vale lembrar que uma das formas que o cérebro aprende é por analogia, por associação.

Você já tentou ler um diagrama japonês? Conseguiu entende-lo? Ao menos que você leia japonês, tenho certeza que sua reposta será “não”. Por que acontece isso? O diagrama existe? Sim! Ele faz parte da sua realidade? Sim. E por que você não consegue compreendê-lo? O problema é que você não possui os recursos necessários para interpretá-lo… e quais recursos seriam esses? A linguagem. Quanto maior o vocabulário do indivíduo, maior é a sua capacidade de entender, dialogar e interagir com a realidade, além de construir experiências pessoais e a materializar a aprendizagem. Quanto maior sua capacidade de interagir com a realidade, maior será sua capacidade de ação e de domínio sobre si e sobre o mundo externo… maior será a sua capacidade de realização!

Um outro ponto a se observar, dentro desse aspecto da linguagem, são as imagens e símbolos. Podemos definir a palavra como a menor unidade possível de uma ideia e uma imagem como um conjunto de várias ideias. Essa percepção nos levou a compreender que existem ideias que inspiraram outras ideias e a busca pela ideia original passou a ser uma das principais ambições do ser humano. É diante dessa fato, e dessa percepção das coisas, que surge a compreensão do que veio a ser definido como Arquétipo.

De acordo com Platão, o termo Arquétipo é utilizado para representar uma ideia primordial, uma ideia como estrutura e modelo de todas as coisas que existem. Etimologicamente vem do grego e é formada pela raiz arché, que significa arcaico, antigo; e typos, que significa impressão, marca. É como se fosse a linguagem do Universo… nas filosofias teístas, o conceito nos direciona para a compreensão das ideias que foram forjadas e estão presentes na mente de Deus, ou seja, um Arquétipo seria a própria linguagem utilizada por Deus, ou o próprio Deus.

Santo Agostinho foi o sábio e brilhante homem que uniu a fé cristã com a filosofia grega para, através da busca pela verdade filosófica, explicar a Verdade que é Cristo. No livro Confissões, em especial no Livro Sétimo, os capítulos XI e XV, Agostinho incorpora a “ideia” do termo Arquétipo, sem mencioná-lo:

No Capítulo XI – Deus e as criaturas: “e contemplei as outras coisas que estão abaixo de ti, e vi que nem existem absolutamente, e nem absolutamente deixam de existir. Certamente existem, porque procedem de ti; mas não existem, pois, não são o que tu és, porque só existe verdadeiramente o que permanece imutável.”

No Capítulo XV – Deus e a criação: “contemplei depois as outras coisas, e vi que deviam a ti sua existência, e que todas estão contidas em ti, não como em um lugar material, mas de modo diferente: conservas todas elas em tua verdade, sustentadas na tua mão; todas as coisas são verdadeiras enquanto existem, e só é falso o que julgamos existir, mas não existe. Também vi que cada coisa adapta-se não só a seus lugares, mas também a seus tempos, e que tu, que és o único eterno, não começaste a agir depois de infinitos espaços de tempos, porque todos os espaços de tempo – passados ou futuros – não teriam passado nem viriam se tu não agistes e não fosses permanente.

Observe que nessas (e outras passagens), o Santo deixa claro a ideia de que vem de Deus a ideia primordial a “preencher todas as coisas“. Creio que Agostinho, para refletir sobre essa ideia, se inspirou no que foi dito por  São João 1: 1-3, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez“. É importante lembrar que de acordo com o Dicionário de Sinônimos da Língua Portuguesa – Cândido de Figueiredo – 1913, verbo é “palavra, que exprime existência, estado, qualidade ou ação de uma pessoa ou coisa“, portanto o Verbo, que é Deus, criou o mundo (ação – existência) e, por conta dessa ação (ou existência) originária, todo o resto foi criado e cocriado, como se fossem “cópias simples” dessa ideia (ou ideias) primordial(is).

Séculos se passaram, desde o Santo, até que esse conceito chegar nas mãos do fabuloso Carl Gustav Jung para ser explorado academicamente. Jung diz que “uma existência psíquica só pode ser reconhecida pela presença de conteúdos capazes de serem conscientizados. Só podemos falar, portanto, de um inconsciente na medida em que comprovarmos os seus conteúdos. Os conteúdos do inconsciente pessoal são principalmente os complexos de tonalidade emocional, que constituem a intimidade pessoal da vida anímica. Os conteúdos do inconsciente coletivo, por outro lado, são chamados arquétipos“, portanto um Arquétipo é algo que já nasce conosco, independente de onde você nasceu e quando você nasceu, pois veio da origem de todas as coisas.

Quando nos deparamos diante de um Arquétipo, esse estímulo é tão grande que atua em nosso inconsciente – em nível biológico age sobre o nosso Cérebro Reptiliano, ativando funções do instinto, como o Mecanismo Liberador Inato e Mecanismo Excitatório Central  – ou, como definiu Carl Gustav Jung, em nosso Inconsciente Coletivo. Esse estímulo (informação) entra em nosso cérebro e, através das funções do instinto, neurotransmissores começam a ser produzidos independente da nossa vontade. Essa reação química gera emoções e não existe nada de sobrenatural nisso, já que se trata de algo, meramente, bioquímico. Essa reação é fruto de toda gigantesca base de informações que está armazenada em nosso DNA e que nos foi transmitido de geração em geração, com um único propósito: nos garantir a sobrevivência, seja através da fuga e enfrentamento do inimigo ou seja através das práticas reprodutivas. Podemos dizer que as essas informações são tão poderosas e profundas que, armazenados em nosso DNA, são capazes, inclusive, de alterar o nosso Estado de Consciência e nos direcionar a ações impulsivas.

Em nossa existência, passamos a adicionar aos Arquétipos, informações das nossas experiências e culturas passadas, construindo ideias que promovam, de uma forma mais rica, porém simplificada, a transferência de informações de uma geração para a outra, a transferindo conhecimentos profundos e complexos em elementos pequenos e simples, com o propósito de direcionarmos essa poderosa força psíquica, esse poder criador, em direções específicas. É nesse momento que essas informações deixam de ser conteúdos do inconsciente e se transformam em fórmulas para o consciente,  surgindo daí o mito e o simbolismo. Os mitos, como definiu Joseph Campbell, o maior estudioso de mitologia comparada da história, “são histórias que têm como função principal guiar o espírito humano” e o simbolismo, pode ser definido como a forma de traduzir o mito em imagens que ao visualizarmos, nos remeta a todo conjunto de ideias que o mesmo representa. Então, quando olhamos para uma imagem católica (simbolismo), por exemplo, admiramos toda a Tradição e simbologia contidas na história e vida dos santos (mito), de modo a  nos fazer lembrar, em apenas uma imagem e em questão de segundos, todo o legado histórico registrado, virtudes incorporadas, desafios superados e sacrifícios realizados… e tudo isso age em nosso inconsciente através da poderosa influência psíquica do Arquétipo a qual ela (imagem) encarna e nos coloca no caminho (comportamento) que toda essa simbologia representa, portanto, o mito ou simbolismo dá direção ao poder de manifestação do Arquétipo. Estamos falando de mecanismos de funcionamento da mente e de como os estímulos externos (linguagem e símbolos) atuam sobre nós.

 

Sobre a realidade

Para completar a reflexão dos conceitos, antes de entrar no tema que é apresentado no título desse artigo, usando um dos princípios socráticos, explicarei o conceito a respeito do que é a realidade. Afinal, o que é a realidade? Segundo Olavo de Carvalho, “a realidade é o mundo da experiência real e efetiva”. É real porque existe, quer você queira ou não, e gera experiências, quer você queira ou não, portanto é efetiva! Vai existir, independentemente da sua vontade e independentemente da sua posição, seja ela de observador ou sujeito. Olavo explica que se ao agir ou observar a realidade você for incapaz de traduzi-la diante dos conceitos linguísticos que categorizam e ordenam essa mesma realidade, você estará vivendo no caos, pois não entenderá nada, nada fará sentido para você e tudo o que você fizer estará distante do que a própria realidade exige, pois você não consegue compreendê-la, não saberá tomar decisões e o caos será o resultado das suas escolhas. Por outro lado, se você se prende a uma estrutura de conceitos, ideias e crenças que não dialogam com essa mesma realidade, você estará vivendo no mundo de fantasias, estará raciocinando e tomando decisões com base em coisas que não existem e, por consequência, também construirá o caos e a desordem na sua vida e na vida daqueles que os rodeiam. Se sem compreender a realidade por ausência da linguagem você gera o caos, assim como, com uma classificação linguística inadequada da realidade você, também, gera o caos; a única opção que nos resta para sair desse abismo ilusório, sair da caverna, como Platão explica no Mito da Caverna, é com o uso da razão, com a busca da verdadeira semântica das palavras, o exercício da humildade e compreender a origem das suas ideias e simbolismos.

Imagine o seguinte, você vê uma criança brincando com uma bola em uma rodovia e, naquele momento, você acha aquilo lindo, mas não se dá conta que, pelo fato dela está no meio de uma rodovia de alta circulação de veículos, a mesma encontrasse em forte perigo de ser atingida por um carro. O que acontecerá? Certamente será atropelada… será a construção do caos! Por outro lado, se ficar demasiadamente preocupado com a possibilidade da criança ser atropelada por um carro, você a impedirá de brincar na rua e a trancará em casa… outro caos. Essa falta de conexão com a realidade é, em grande parte, responsável pela construção de diversos tipos de traumas psicológicos/emocionais nos dias atuais. Quando não nos conectamos com a realidade estamos deixando as emoções e os sentimentos nos guiarem e não a razão. Quando essas paixões tomam conta do nosso comportamento, perdemos o controle da nossa vida e nos tornamos escravos delas.

Qual o problema de deixar as emoções e os sentimentos nos guiarem? Porque as emoções são reações orgânicas e químicas que ocorrem no cérebro diante de experiências com a realidade, portanto, são incontroláveis. Os sentimentos, por sua vez, são as reações que temos diante das emoções e fazem com que operemos no “piloto automático”… as emoções e sentimentos nos tornam reativos! Se seu amigo o trai, você não controla o surgimento da emoção, que pode ser de raiva, decepção ou frustração, você simplesmente sente. O valor que você atribui a essa emoção é que gera o sentimento que traz angustia e, muita vezes, dor, quando não revolta. O sentimento de satisfação e de plenitude que você sente ao ajudar alguém é involuntário… é consequência da sua experiência com a realidade e o significado que você atribui a essa experiência.

A emoção opera no Cérebro Reptiliano e você não tem controle sobre isso. Essa reação influencia o Cérebro Límbico, ou Sistema Límbico, onde gera os sentimentos. É aqui que o efeito da linguagem se inicia no cérebro, pois as nossas crenças são quem direciona a energia gerada pela emoção. Por exemplo, se você é cristão, tem como um dos seus conjuntos de crenças o “valor a liberdade”, já que autoridade nenhuma no mundo é maior que a autoridade de Deus; logo, quando você presencia situações ou ações de autoritarismo e tirania – esse evento/fenômeno é um estímulo que vai ativar emoções – você se sentirá agoniado com essa experiência, pois o seu padrão de crenças traduziu as emoções geradas por aquele evento e lhe imprimiu um sentimento que lhe direcionará a um comportamento pré-determinado dentro do seu Quadro de Referências, é ai que você opera no piloto automático. Cerca de 99% dos nossos comportamentos e escolhas operam nesse modo.

A neurociência provou que “um organismo vivo não pode não responder a um estímulo”, logo, toda interação com a realidade gera uma experiência, toda experiência ativa emoções, toda emoção despertam sentimentos e, estes, nos conduzem a certos comportamentos, de acordo com nossas crenças; o comportamento é nossa (re)ação na mesma realidade que foi, anteriormente, o gatilho mental que estimulou a existência de todo esse conjunto de fenômenos. Vale lembrar que toda essa vivência gera mais e mais crenças, além de fortalecer ou enfraquecer crenças já existentes. Após entender esses mecanismos da mente humana, os psicólogos criaram diversos conceitos e princípios psicológicos, os mercadólogos criaram o neuromarketing e os gatilhos mentais e os engenheiros sociais usam todo esse arcabouço teórico e conceitual para a construção da Matrix.

 

Sobre a Matrix

Você provavelmente deve estar se perguntando: o que é Matrix? Lembra de Morpheus oferecendo a pílula vermelha ou azul a Neo? Ele ofereceu a fuga da Matrix a Neo para que o mesmo pudesse viver no mundo real. Se ele oferecesse o mesmo a você, qual pílula você tomaria? A da verdade ou a da ilusão? A do mundo real e verdadeiro ou a do mundo artificial e falso? Morpheus explica, no filme estrelado em 1998, que a Matrix “é uma simulação neurointerativa… é controle… é um mundo real gerado por computador, construído para nos tornar nisso (bateria) ”… traduzindo suas palavras, o que ele quis dizer é que a Matrix é uma manipulação neurointerativa a respeito da percepção sobre a realidade… é a dominação do pensamento humano individual e coletivo… é uma programação neurolinguística e simbólica que aprisiona a pessoa humana em um sistema de crenças e valores ilusórios e que transforma esse mesmo indivíduo, ao mesmo tempo, em oprimido e opressor para que o mesmo viva em um eterno conflito existencial, garantindo, desse modo, a manutenção e sobrevivência do “sistema”. A Matrix, em outras palavras, seria uma construção artificial de uma realidade onde a humanidade estaria aprisionada… uma evolução da caverna, no mito contado por Platão, um mundo onde nossas crenças estariam desconectadas da realidade, desconectadas da verdade. Acredito que você esteja se perguntando, como os donos do poder estão criando essa Matrix? Será que sou idiota o suficiente para construir crenças desconectadas do mundo real, do que é verdadeiro? A resposta é simples e vai lhe chocar… os donos do poder estão construindo esse mundo ilusório através do Politicamente Correto e da Dialética Negativa, que é a ponta do iceberg da estratégia de aprisionamento da mente humana na Matrix… a estratégia central chamasse Marxismo Cultural… falarei desse tema em outro momento mais oportuno.

O Politicamente Correto é uma estratégia de ressignificação de palavras, conceitos, ideias e imagens… nas palavras deles “desconstrução”. Usa diversas técnicas de neuromarketing, gatilhos mentais, dialética erística, PNL e linguagem em geral para reprogramar a mente humana e a mente social coletiva. Para usar as palavras de seus propagadores e ser fiel com a verdade, eles costumam dizer que a sua missão é a “desconstrução dos padrões da sociedade”. Ele busca ressignificar a linguagem humana para nos prender em conceitos e ideias desconectadas da realidade, para vivermos em uma realidade paralela, em uma realidade que foi arquitetada e construída por engenheiros sociais, através de uma programação neurolinguística que objetiva criar uma prisão mental individual e coletiva, financiada e controlada pelos donos do poder. A Matrix é uma realidade ilusória que começa a ter forma na mente humana, de modo a criar o “novo homem” e caberá a este construir o mundo perfeito… mundo este que dará luz a uma Nova Ordem Mundial.

Eles partem da ideia de que para o surgimento de uma nova ordem, um novo homem deve emergir. Como exemplo pegamos os “novos” conceitos de homem e mulher. Para a Matrix, ninguém nasce homem ou mulher, se torna homem ou mulher. A realidade biológica e objetiva é totalmente descartada. Você ter pênis ou vagina não lhe torna homem ou mulher, mas “as suas emoções e sentimentos” ou como eles dizem “como você se sente”. Como os Arquitetos da Matrix sabem que as emoções e sentimentos são consequências da experiência humana, investem em forte propaganda – um dos P’s programadores – para gerar, de forma artificial, experiências nos indivíduos, de modo que estes sintam as emoções e os sentimentos previstos pelos construtores desse mundo ilusório, construindo crenças falsas (falsos filtros de leitura e interpretação da realidade) e, por consequência, induzirem-nos a comportamentos dentro dos padrões estabelecidos pela arquitetura de controle social necessária para a existência e manutenção da Matrix. Como a percepção humana é o fator que capta essas informações de propagadas, esse manipuladores buscam nos bombardear de informações por todos os lados, de modo que nossa percepção seja, totalmente, afetada pela linguagem imposta pelo sistema. Para sabermos o nível ou a profundidade com a qual fomos contaminados por essa estratégia, basta você observar, atentamente, a sua própria linguagem. Se você utiliza os termos linguísticos impostos pelo Sistema, é porque ele já conseguiu um grande avanço em influenciar as suas crenças e a sua percepção da realidade.  O Politicamente Correto é a programação mental para nos aprisionarmos na Matrix. Os Arquitetos são os engenheiros sociais.

Quando você analisa a pirâmide dos Níveis Neurológicos de Robert Dilts, você percebe que as crenças influenciam na construção da identidade do indivíduo e por isso os donos da Matrix investem pesadamente em propaganda para controlar nossa percepção acerca da realidade. Como disse acima, para que uma Nova Ordem seja construída é necessário o surgimento de um novo indivíduo (identidade). Para compreender melhor o funcionamento disso, analisemos as crianças do sexo masculino: os mesmos são fortemente bombardeados com propagandas (novelas, filmes, depoimentos de artistas, programas televisivos e etc) dizendo-lhe que ele não é homem ou mulher, que ele deve escolher o que quer ser baseado no que sente, ao mesmo tempo em que é pregado ódio aos homens e a masculinidade (reforço negativo ao papel do homem), ouvem discursos do tipo “masculinidade tóxica, homem não presta, machismo mata”. O menino é bombardeado por todos os lados, tendo a sua percepção afetada, passando a acreditar que essas informações são verdadeiras, construindo crenças a partir disso. Como são reforços negativos, o menino que está em formação passa a criar crenças negativas quanto ao seu estado natural de homem, desenvolve, com isso, insegurança quanto a sua masculinidade, não sabendo como agir no papel que a natureza (e Deus) lhe concebeu, pois criou neuroassociações negativas a seu respeito, afundando-se em um vazio e crise existencial que sabotará suas relações futuras com mulheres, quando não passar a “acreditar” que ele mesmo pode ser mulher (reforço positivo imposto pelos programadores), mudando, dessa forma, sua identidade para o sexo oposto.

Não é a toa que os Arquitetos da Matrix querem impor a ideologia de gênero nas escolas, usando como cortina de fumaça o falso discurso de que é para “combater a intolerância” para esconder a verdade… a de querem construir o “novo homem” para fazer emergir uma “nova ordem”. É crime o que estão fazendo com nossas crianças, em especial, os meninos!  É a aplicação, clara e evidente, da corrupção da linguagem para gerar, como definiu Flávio Gordon, a corrupção da inteligência em seus níveis mais elevados e desumanos, manipulando a mente das novas gerações sem se preocuparem com as consequências futuras dessa estratégia diabólica. Os pais e mães de meninos precisam dedicar bastante amor e atenção aos seus filhos para que os mesmos rejeitem as crenças destruidoras impostas por esse fascistas culturais e construam crenças impulsionadoras com a sua masculinidade e, desse modo, tornarem-se adultos sadios, completos e felizes.

 

Figura – 1: Níveis Neurológicos

 

Já observaram que a esmagadora maioria da população rejeita o Politicamente Correto, critica a geração floco de neve, está de saco cheio de mimimimi e, mesmo assim, ele se impõe no meio cultural, através da imprensa, da mídia e artistas em geral? Todos esses indivíduos que querem coletivizar a sociedade estão sendo os “Agentes” da Matrix. Sem eles a Matrix não existiria! São, nas palavras de Antônio Gramsci “os intelectuais orgânicos”. Sua missão é controlar a percepção humana para nos convencer de que somos iguais, descartando a pressuposição da PNL de que “Mapa não é território” e, para isso, combatem todos os conceitos sobre individualidade e liberdade. Querem nos transformar em “iguais” para que nos tornemos descartáveis, sem valor e sem capacidade de oferecer resistência ao Sistema. Se você tem vinte camisas iguais, não ficará triste caso uma rasgue. Porque? Porque você ainda tem dezenove. Esse fascismo cultural é uma ditadura para a mente humana! As palavras influenciam o pensamento criando imagens mentais, o pensamento gera emoções; as emoções ativam sentimentos que, por sua vez, geram comportamento, logo, controlar a linguagem e o simbolismo é primordial para aprisionar o indivíduo em uma ditadura mental e, por consequência, aprisioná-lo na Matrix. Por isso que eles buscam “desconstruir os padrões sociais”… isso é uma frase linda para disfarçar a sua tenebrosa e diabólica intenção de nos aprisionarmos na Matrix através de técnicas de manipulação.

Usam a Teologia da Libertação e da Teologia da Missão Integral para influenciar a mudança cultural da Igreja Católica e no Protestantismo para nos aprisionar na Matrix. Pregam o ecumenismo entre a Bíblia e o Alcorão para corromper o valores ocidentais, infiltrando valores rejeitados por nossos ancestrais. Devemos lembrar que os Padres e Pastores fazem parte, também, dos P’s programadores, por isso corromper a religião é importante. Investem em educação sexual nas escolas, com o falso discurso de que é para educar contra o preconceito, pois sabem que os Professores, também, fazem parte dos P’s programadores. Usam artistas para fomentarem tais ideias, porque sabem que eles, também, fazem parte dos P’s programadores, pois são Personalidades Públicas. Os Políticos, nem se falam, são os primeiros a propagarem essas ideias e encabeçam toda a estratégia de construção da Matrix, materializando-a em propostas de lei. Eles são os principais P’s programadores da Matrix. Os donos do poder gastam bilhões anualmente para influenciar a mídia, contratar artistas, corromper políticos e mudar o sistema de ensino… tudo isso para que esses Agentes programem nossas mentes e nos transformar em escravos do sistema! É o controle da narrativa social para controlar a percepção humana e, dessa forma, manipular os indivíduos para aprisioná-los em um sistema de crenças opostos a realidade natural… uma realidade artificial chamada de Matrix.

Para controlar, ainda mais, a nossa percepção procuram moldar o Ambiente no qual convivemos, apagando os vestígios de nossa Tradição e nossa história para nos induzir ao que Vicktor Frankl definiu como “vácuo existencial”. Em Salvador/BA, por exemplo, mudaram o nome do Colégio Estadual Emílio Garrastazu Médici (mito – herói – do patriotismo e luta contra o comunismo) para Colégio Estadual Carlos Marighella (mito – herói – do comunismo). No Rio de Janeiro/RJ tivemos outro exemplo bem propagado pela imprensa, a renomeação de uma rua que fica entra a Rua dos Arcos e a Avenida Mem de Sá (juro que pesquisei o nome da rua substituída e não achei) para a Rua Marielle Franco. Com frequência, assistimos o Ministério Público solicitar a remoção de oratórios católicos de praças e vias públicas sob o pretexto de “Estado Laico”, de modo a tirarmos da vida pública e social qualquer herança de nosso passado histórico e de nossa Tradição religiosa. A esquerda tenta associar a imagem de Marielle Franco ao Arquétipo do Herói para transformá-la em um Mito, através do Culto à Personalidade. Esses Arquitetos e Agentes do Sistema sabem o que fazem e o porque fazem.

Alguns de vocês podem falar, o cara meio que demonstra defender o catolicismo, religião e fala de fugir da Matrix? Ora meus amigos, existem tipos de conhecimento que são fundamentais para a compreensão da verdade. O primeiro tipo de conhecimento que existiu foi o Conhecimento Empírico, seguido pelo Conhecimento Religioso, em seguida veio o Conhecimento Filosófico e, por fim, o Conhecimento Científico. É necessário a utilização da razão para contemplar a verdade, logo, todo o conhecimento passa a ser válido para compreender a realidade. Se percebemos que os três maiores inimigos do Ocidente (Comunismo, Globalismo e Islamismo) atuam para destruir o cristianismo, em todas as suas formas de manifestação, é sinal de que existe algo de verdadeiro ai que precisamos ficar atentos e observar.

 

Como se libertar e lutar contra Matrix?

Se você ficou assustado com isso, pois não tinha refletido a respeito, fique tranquilo. O primeiro passo para a solução do problema é a consciência de que o problema existe. Ainda tem solução! Resgatar pessoas da Matrix é o papel que cada um de nós devemos empreender daqui para frente. Vou dar quatro dicas para não ser capturado e aprisionado na Matrix e te ajudar a libertar mais pessoas.

Primeira dica: o caminho que você precisa trilhar, de agora em diante, é fortalecer o seu Mapa Interno. Lembra que “Mapa não é Território”? Em outras palavras, cada pessoa é um mapa e esse mapa interno é o seu – como definiram os psicólogos – “Quadro de Referências”, o que seria uma espécie de “cosmovisão pessoal”! Fortalecer seu mapa interno é fortalecer a sua individualidade, que não é individualismo. Individualidade é ser quem você, verdadeiramente, é e para fortalecer o seu quadro de referências você precisa aprender sobre você… conhece-te a ti mesmo… isso se chama autoconhecimento. Quando você se conhece o bastante, se amará a tal ponto que não permitirá que ninguém determine como você seja. Com essa dica você saberá quando os Agentes da Matrix estarão usando o gatilho mental da prova social junto com generalizações para lhe manipular e robotizá-lo quando dizem “pobre que é pobre vota em trabalhador”, na tentativa de impedir que você vote por livre escolha. Desse modo, você terá mais condições de fazer uso da sua consciência e de seus valores para tomar a decisão que melhor julgar.

Será capaz de identificar quando utilizarem contra você o gatilho mental da condenação no momento em que dizem “todo homem é machista”, condenando-o por erros praticados por terceiros, introduzindo o sentimento de culpa em seu coração por algo que você não fez, com o propósito de gerar dissonância cognitiva em sua mente, fazendo-o sofrer e buscar a saída para o sofrimento na redenção induzida e apresentada pelos “oráculos da nova era”… no fim, para os engenheiros sociais, sua salvação virá quando você, voluntariamente, se permitir ser programado a afastar-se da sua masculinidade e virilidade, transformando-se  no “homem desconstruído”, aprisionado na Matrix e submisso as regras do Arquiteto e a opressão dos Agentes ou quando você, mulher, seguir, cegamente, todas as regras impostas pela cartilha coletiva do feminismo. Todas as “desconstruções” operadas pelos Agentes da Matrix visam lhe forçar, psicologicamente, a abandonar a sua individualidade e aceitar qualquer imposição de terceiros através da dissonância cognitiva.

Se aproveitam, principalmente, de mentes fracas ou de pessoas que tiveram experiências negativas na vida e não souberam, por conta própria, ressignificá-las. Aproveitam a dissonância cognitiva de indivíduos que não aceitam os próprios erros e preferem, para preservação do próprio egoísmo, fortalecerem seu orgulho e vaidade apontando o dedo para terceirizar as próprias responsabilidades para os “opressores”. Estimulam o desenvolvimento de indivíduos com o Locus de Controle Externo ao invés de fortalecer a ideia do Locus de Controle Interno. Quando os Agentes conseguem programar um indivíduo e aprisioná-lo na Matrix, este se perde no coletivo e deixa de fazer parte da própria existência real para fazer parte da existência artificial de ter que agradar a TODOS os outros com a desculpa de não ofender a quem quer que seja. É a construção de uma vida de aparência quando deveria ser uma vida de essência.

Certa vez vi uma jovem, de uns 26 anos, branca, classe média e feminista criticando um jovem, de uns 20 anos, negro e, pelas suas própria palavras, “pobre”. Nesse evento, a jovem citada disse “não venha com seu machismo, porque aqui não é o seu lugar de fala”… o jovem educadamente respondeu “quem é você para me oprimir sua branca, rica e privilegiada?”… a vitimização se tornou na nova virtude dentro da Matrix… a vitimização faz o outro sentir culpa (gatilho mental da condenação)… o rótulo (rotulagem – outra técnica de programação) de opressor faz você baixar a guarda – porque você entrou em dissonância cognitiva por conta do reforço negativo – e aceitar a pagar todas as contas… os Agentes conseguiram construir o ambiente em que aquele que é mais oprimido é quem ocupa as melhores posições de destaque e controle do sistema, pois os opressores lhe pagarão tudo, até a alma… a vitimização é a terceirização da responsabilidade (locus de controle externo) perante os resultados da própria vida; é a terceirização da culpa; é a negação dos próprios erros para limpar a alma da opressão da própria consciência e da necessidade de mudança interior; é debitar as suas dívidas nas costas dos outros. Por isso que a Matrix transforma o indivíduo, ao mesmo tempo, em oprimido e opressor, pois ele se coloca na condição de oprimido para poder oprimir os outros, nivelando a sociedade pelo seu nível moral mais baixo. Quando você segue a primeira dica, se amará a tal ponto que desejará estar conectado com você o tempo todo e rejeitará “a receita de bolo” de movimentos sociais e ideológicos  que nada mais são que Agentes da Matrix; que buscam aumentar o poder do sistema sobre os indivíduos e sobre você; que querem controlar o seu modo de pensar, sentir e agir. A sua oposição, a isso tudo, deve ser a de aumentar o seu amor próprio.

A segunda dica: tenha consciência da origem de tudo o que você acredita. Saber a base e a origem das nossas certezas, de nossas crenças, é fundamental para não se permitir ser programado e aprisionado na Matrix  e agir de forma, verdadeiramente, livre. Vale lembrar que nossas ideias não são nossas, elas são fruto do legado passado que herdamos e adicionamos a nossa contribuição. Compreender isso nos dá mais liberdade, pois passamos, conscientemente, a escolher aquilo em que acreditamos e rejeitar aquilo que não nos agrada. Lembre-se que os Agentes estão trabalhando na desconstrução de muitos conceitos, portanto, será que aquele artigo massa que você leu na internet tem bases conceituais e científicas sólidas, fruto de uma sabedoria ancestral ou foi fruto de uma “programação da Matrix” para lhe seduzir e lhe aprisionar voluntariamente? Certa vez estava lendo um texto que falava sobre responsabilidade social e o texto dizia que as empresas devem fazer responsabilidade social e não filantropia empresarial. Por muito tempo eu acreditava que deveria ser assim, pois as empresas, no meu antigo quadro de referências, “deveriam ser responsáveis pela comunidade onde estão inseridas, ajudando-as”. Eu acreditava, realmente, que essa ideia era nobre e se pautava em valores sólidos e consistentes como a solidariedade. Entretanto, somente depois de compreender um pouco mais sobre linguagem humana e a existência da Matrix, foi que percebi que as empresas não são obrigadas a nada e qualquer ação social que elas façam são sim, fruto do seu “amor a humanidade”, portanto é filantropia. Quando busquei a origem das ideias sobre os conceitos de “responsabilidade” e “filantropia”, escolhi, pela ampliação da minha consciência, utilizar o termo que mais se enquadra com a realidade… abandonei o termo responsabilidade social e passei a utilizar o termo filantropia empresarial… responsabilidade significa a existência e obrigação de prestar contas sobre algo, já filantropia significa o ato de ajudar o próximo. Empresas que investem no desenvolvimento social e no meio ambiente são empresas mais humanas, são empresas que desenvolveram o verdadeiro amor a humanidade, portanto, exercem a filantropia empresarial e não responsabilidade social. Ao olhar essa experiência, percebi que minha autonomia intelectual frente a essa análise da realidade aumentou, ampliando a minha liberdade de agir e exercendo com mais consciência o meu livre arbítrio.

A terceira dica propõe colocar mais simbolismo em sua vida. Decore a sua casa com símbolos que representem suas crenças, seus valores. O Ambiente fornece poderoso estímulo ao nosso inconsciente e nos fornece força psíquica para enfrentar os desafios do dia-a-dia. Decore a sua mesa de trabalho, preferencialmente, com objetos que fortaleçam a sua fé, pois “a fé move montanhas“. Se na sua comunidade tem praças, veja com seus vizinhos uma forma de decorá-las de modo a transmitir os valores de vocês. Lembrem da Teoria das Janelas Quebradas e seu poderoso estímulo no comportamento humano.

Por fim, a quarta e última dica é seguir um dos legados socráticos da filosofia de São Tomaz de Aquino: o exercício da humildade. A humildade foi uma das palavras “desconstruídas” por esses engenheiros sociais. Ela é, talvez, a única virtude que não pode ser autoproclamada. Costumamos usar o conceito de humildade para nos referimos a pessoas pobres ou a ações de simplicidade. Isso não passa de uma destruição da acepção desse termo. Ter humildade, nas palavras do Santo, é se conectar com a realidade. Quando você coloca a realidade acima de você, você está sendo humilde. É nesse momento que você deixa seu egoísmo, vaidade e orgulho de lado para compreender e aceitar a realidade como ela é e se curvar a mesma. Quando não colocamos a realidade acima de nós, quando nos afastamos da virtude da humildade, tomamos decisões desconectadas e descompassadas… o resultado é o caos… e o caos é tudo o que desejamos fugi, pois ele gera a dor, nos fragiliza e nos torna presas fáceis para os Agentes da Matrix. O cérebro humano evoluiu os últimos milênios em busca de segurança e estabilidade e não em busca do caos. Ser humilde é buscar a verdadeira semântica das palavras, compreender a dinâmica e importância do simbolismo como um instrumento para te proteger da Matrix e traduzir a realidade como ela é e não como os donos do poder a estão projetando. Ser humilde é buscar a verdade absoluta e entender que, em alguns casos, existe a verdade relativa e que não podemos transformar a verdade em mera opinião. Ser humilde é ser como Sócrates que disse “eu só sei que nada sei” e ser um eterno aprendiz de si mesmo e do mundo a nossa volta, usando a racionalidade para nos guiar e nos desviar das paixões que podem nos levar para a escuridão e aprisionamento na Matrix. Se conectar com a realidade é buscar a verdade… algo que os engenheiros sociais pós-modernistas destruíram criando a chamada “Era da Pós-Verdade”, proposta pela Teoria Crítica, usando como principal recurso linguístico a Dialética Negativa e o Politicamente Correto… essa era da pós-verdade é um nome bonito  para substituir o seu verdadeiro nome: Matrix ou Nova Ordem Mundial.

A defesa da liberdade de ser quem você, verdadeiramente é, é a defesa da liberdade individual. Lembre-se que cada pessoa é um Mapa, portanto, é um indivíduo único que deve ser tratado de forma especial, pois tem uma grande e única contribuição para a humanidade! Ayn Rand disse que “a menor minoria que existe é o indivíduo”, portanto, a defesa dos oprimidos passa pela defesa do mais vulnerável e fraco de todos os oprimidos, o indivíduo. Somente se conhecendo enquanto indivíduo é que você será capaz de “amar a si mesmo”… somente conhecendo a origem de suas crenças seremos capazes de dialogar melhor com a realidade e tomar melhores decisões… somente controlando a influência que seu inconsciente recebe do ambiente externo é que você se protegerá e fortalecerá suas crenças… somente exercendo a humildade é que seremos capazes de usar nosso conhecimento interno com o conhecimento externo para vivermos na realidade, melhorar nossa condição de vida, resgatar a nossa dignidade humana e fugir da prisão mental da Matrix. Fuja da Matrix e viva a realidade!

 

 

Cavaleiro Templário

REFERÊNCIAS

BÍBLIA. Bíblia Sagrada. 102ªed. São Paulo: Ave Maria, 1996.

FRANKL, Viktor. Em Busca de Sentido: Um psicólogo no campo de concentração. São Paulo: Vozes, 1991.

IGREJA CATÓLICA. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 2002.

Cavaçeiro Templário

Gervazio Lopes

Gervazio Lopes

Escolheu Administração como profissão e Empreendedorismo como carreira. É um Caçador de Oportunidades, crossnetwork, empreendedor, palestrante, professor e voluntário. Se define como um conservador, católico, defensor da tradição e da liberdade e estimulador do protagonismo individual para fortalecimento das famílias, desenvolvimento de indivíduos e de sociedades.

Um comentário em “Fuja da Matrix e viva a realidade!

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    7 de julho de 2019 em 01:55
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    Excelente artigo!
    Parabéns.

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