O Crepúsculo do Macho

O CREPÚSCULO DO MACHO. A cura da masculinidade tóxica, uma técnica projetada e patrocinada por feministas, que se arvoram donas do lugar de fala no que diz respeito ao que é ou o que deve ser masculinidade, consiste em convencer homens que masculinidade é uma doença, e que a única maneira saudável de existir para eles é emular comportamentos atribuídos ao estereótipo feminino. Isso sozinho já seria algo tóxico, mas a cura para a masculinidade tóxica vai além, e ensina homens que comportamentos do estereótipo masculino são tóxicos quando exibidos por homens, embora sejam virtuosos quando exibidos por mulheres. O que temos aqui é mais do que mera castração, é a aniquilação completa do indivíduo. O único órgão a ser atacado que conseguiria tal efeito emasculante é o cérebro, então o crepúsculo do macho* só pode ocorrer com a vaporização de sua capacidade pensante.

O processo de desconstrução da masculinidade, eufemismo para lobotomização do homem, pode ser observado com Claudio Serva, o paciente lobotomizado da foto. Na adolescência, o pai o levava a puteiros, coisa que não gostava. Seu transtorno, que lhe causou dor e arrependimento, ele descreve como “privilégio machista”. Como Claudio, a sociedade também está lobotomizada. Foi convencida por décadas de desconstrução cultural feminista de que todos os ônus que homens suportaram durante a história da civilização na realidade são privilégios. Morrer em guerras, ser responsável por prover para mulher e filhos mesmo após o término da relação, assumir as funções insalubres e perigosas, dar prioridade ao bem-estar físico e material de mulheres, morrer no lugar delas se necessário, todas essas coisas e muitas outras são privilégios machistas.

Na foto: Claudio Serva

 

A peregrinação rumo à imbecilização masculina estaria prejudicada, obviamente, se o macho crepuscular não for convencido de que exercer seus privilégios é tóxico, mas falhar em exercê-los também. Ser um homem provedor é tóxico, mas o que acontece quando um homem engravida uma mulher e pretende contribuir não com recursos, mas com afeto e cuidado apenas? Monstro. Paternidade é medida exclusivamente pela extensão da capacidade financeira do macho provedor, razão pela qual você jamais encontrará mães reclamando de paternidade ausente quando a pensão do papai é de 20 mil reais. Para os que contribuem com os famosos 200 reais, não há quantidade de presença paterna que irá livrá-lo do rótulo de pai inepto. O macho inútil cometeu o crime de engravidar alguém sem ter o salário compatível com as expectativas da mamãe, firmemente convencida de que engravidar é emprego e que seu direito sagrado de possuir a guarda unilateral dos filhos deve existir livre de qualquer ônus financeiro, de preferência, livre da ausência de incremento no seu padrão de vida.

Coragem, força, agressividade, competitividade são os ícones do macho tóxico. Meninos não devem ser expostos a filmes de super-heróis pois super-heróis homens exibem essas características. Saudável é levar o pimpolho para ver Aves de Rapina e assistir Arlequina e sua gangue de meninas distribuir porrada em homens. É preciso que infantes homens sejam programados desde cedo para entender que poder é tóxico, mas só em mãos erradas, ou seja, em mãos masculinas.

O curso de descerebrização de machos inclui um módulo de destruição da sua sexualidade, processo que também pode ser exemplificado no cinema. Querer assistir filmes com heroínas peitudas, bonitas e com um traseiro interessante é tóxico, já meninas tendo sonhos eróticos com Thor, Wolverine e outros bofes com físico de padrão surreal sem camisa nas telonas é saudável, portanto o macho crepuscular precisa entender não só que a sexualidade masculina é um ataque a todas as mulheres, como aceitar que a sexualidade feminina, além de ser um direito sacrossanto da mulher, é também uma virtude.

Nenhum projeto de desconstrução da masculinidade estaria completo sem endereçar a questão da fragilidade masculina, já que meninos são tóxicos porque não choram. Devemos diminui-los quando não demonstram fragilidade e ridicularizá-los quando decidem fazê-lo. Exibir fragilidade e reivindicar ser vítima de qualquer coisa é masculinidade frágil. Machos crepusculares precisam saber que o homem que abraça sua fragilidade só pode temer aquilo que homens não temem.

Medos característicos do estereótipo masculino e carências específicas do sexo masculino são tóxicas, portanto não autorizadas. Como poderia ser diferente se é justamente a masculinidade o alvo a ser aniquilado? Se há alguma verdade última que o homem desconstruído deve abraçar em sua jornada de aniquilação é a de que tudo o que ele faz está errado porque ele é homem, e tudo que mulheres fazem está certo pois são mulheres. Se compreender ao menos isso, não estará salvo, já que ser homem é uma doença incurável, mas ao menos estará ciente da necessidade de conviver com a culpa por não ter nascido mulher.

As exigências para obter o certificado de novo homem e auferir o grau de asno desconstruído são insanas, mas não pense que aniquilar-se por completo e transformar-se em uma ameba dá direito a qualquer tipo de reconhecimento. Sentir-se merecedor de reconhecimento por fazer qualquer coisa é tóxico, e se é tóxico, é masculinidade, justamente aquilo que precisa ser destruído. Reconhecimento é um direito de mulheres apenas. Conseguiu trocar o pneu sozinha? Deusa, locus de toda a adoração, o mais merecedor dos seres, a essência da virtude, infalibilidade e incorruptibilidade.

Meninos são todos escrotos, meninas são todas Fridas.

Luiz Fernando Zadra

Luiz Fernando Zadra

Um homem que pensa!

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